5 Mitos e 5 Verdades sobre Remédios para Emagrecer

Cecilia Duarte 2019-03-18 21:26:59 às 09:21 Cecilia Duarte
5 Mitos e 5 Verdades sobre Remédios para Emagrecer

Emagrecer não é uma tarefa fácil, principalmente quando se tem muitos quilos para eliminar, por isso muitas pessoas acabam recorrendo aos remédios milagrosos. Mas o que é ignorado são as regras para a ingestão e para o acompanhamento médico no uso desses medicamentos.

Essas regras foram desenvolvidas pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) em 2008 a fim de que houvesse regulamentação na comercialização e também na ingestão do produto. Com várias mudanças ocorridas desde esse período, atualmente, há sete tipos de remédios autorizados sendo vendidos no Brasil:

  • Sibutramina, que age no cérebro, inibindo o apetite;
  • Orlistat, que age no intestino, impedindo que 30% da gordura ingerida na alimentação diária seja absorvida pelo organismo;
  • Liraglutide, age no estômago dando sensação de saciedade;
  • Cloridrato de Locarserina, que age no cérebro também como inibidor de apetite;
  • Ferproporex*;
  • Mazindol*;
  • Anfepramona*;

*Estes últimos três remédios inibem o apetite, aumentam a sensação de saciedade e aceleram o metabolismo.

Em junho de 2017, foi aprovada a Lei nº 1.3454 de 23/06/2017 que autoriza a volta do Femproporex, Anfepramona e Mazindol, que já haviam sido proibidos no Brasil em 2011 por terem aumentado em grandes números o risco de pressão alta, taquicardia e também o risco de problemas psiquiátricos, como a depressão e tendências suicidas. O motivo de a Anvisa voltar atrás da decisão é que de lá para cá os casos de obesidade no país aumentou 60%. Ou seja, mais da metade da população brasileira tem sobrepeso.

Como bem se sabe, todo medicamento tem sua contraindicação. No caso dos medicamentos para emagrecer envolvem muita polêmica, que se deve ao fato de muitas pessoas tomarem por conta própria, resultando, assim, em uma série de efeitos colaterais.

Todo medicamento tem a indicação correta com base nas condições do paciente, a qual é decidida pelo médico especialista. A Sibutramina, por exemplo, é contraindicada para pacientes que possuem problemas cardiovasculares e de pressão alta. Neste caso, o médico poderá indicar o uso do Cloridrato de Locarserina, por exemplo. Isso quer dizer que existem diversos critérios a serem seguidos para que o médico possa indicar o melhor remédio com base no histórico do paciente.

A polêmica gerada sobre os remédios emagrecedores foi justamente causada pelo uso inadequado, causando problemas muito maiores que o temido efeito “sanfona”. Usados incorretamente, os remédios podem causar danos seríssimos à saúde física e mental. E isso causou uma grande aversão ao remédio.

O fato é que os remédios têm sim suas vantagens, e são indicados pelo especialista quando necessário. Para elucidar esse tema, abaixo você confere 5 mitos e 5 verdades sobre o uso desses medicamentos emagrecedores.

Tomar remédio sem fazer dieta é o suficiente para emagrecer?

MITO: Como recomendam os endocrinologistas, o remédio é um auxílio na perda de peso que deve ser associado a outros hábitos como reeducação alimentar, atividade física, etc. Dessa forma, os resultados serão mais expressivos em menor tempo.

Laxantes são ótimos para a perda de peso?

MITO: Laxantes são indicados para tratamentos específicos como prisão de ventre e inchaço da região abdominal, e não para tratamentos de perda de peso. Neste caso, o laxante vai prejudicar a flora intestinal e provocar desidratação. Vale dizer que os laxantes não são considerados remédios emagrecedores, apenas ajudam a evacuação.

Remédio à base de goji berry, chá verde e quitosana emagrece quando se tem sobrepeso?

MITO: Goji Berry, assim como chá verde e quitosana, não são considerados medicamentos pela medicina, e sim complementos alimentares. Os estudos mostram que eles não possuem evidências expressivas na perda de peso em casos de obesidade. São suplementos que estimulam o metabolismo, são antioxidantes e anti-inflamatórios que possuem pouca expressão na perda de peso, ineficazes quando se trata a obesidade.

Remédios para emagrecer viciam?

MITO: Estudos realizados nesse quesito não conseguiram provar que as drogas para emagrecimento viciam.

Remédios naturais são mais seguros?

MITO: Os produtos naturais provocam, assim como todo medicamento, reações bioquímicas em nosso organismo. O fato de ser natural não isenta o produto de ser maléfico à saúde. Por isso, mesmo para ingerir determinados produtos naturais é preciso ter orientação de um especialista.

Alguns remédios para emagrecer são à base de antidepressivos?

1-VERDADE: Alguns medicamentos indicados no tratamento da obesidade são feitos à base de antidepressivos que agem no cérebro aumentando a sensação de saciedade e bem-estar. E isso não é algo ruim. Sabe-se que em muitos casos a obesidade está diretamente ligada a distúrbios psicológicos como depressão e ansiedade que aumentam a vontade de comer por impulso, e, nesses casos, são indicados esse tipo de medicamento. Exemplos deles são a Sibutramina e o Cloridrato de Locarserina.

Os efeitos colaterais dos medicamentos para obesidade usados sem prescrição médica podem gerar problemas psiquiátricos?

2-VERDADE: O uso de doses exageradas e sem acompanhamento médico pode gerar distúrbios desde insônia, irritabilidade, mal-estar, dor de cabeça, tontura até ataque do pânico, agressividade, depressão e tendências suicidas.

É possível tomar suplementos de vitaminas e sais minerais durante o uso do medicamento?

3-VERDADE: Para a medicina ortomolecular, em alguns casos, quando a obesidade tem relação com o excesso ou a falta de determinadas vitaminas, é indicado o uso de suplementos vitamínicos e de sais minerais que ajudam a reequilibrar os distúrbios bioquímicos provocados pela ausência dessas substâncias.

 

Subitramina e Orlistat promovem sozinhas a perda de peso de 10% anual?

4-VERDADE: Considerando também os quilos que a pessoa deixou de ganhar, é um número bem expressivo, de acordo com endocrinologistas. Porém, como os médicos indicam, o uso do medicamento deve ser associado a mudanças de hábitos alimentares e realização de atividade física.

Deixar de tomar o remédio no fim do tratamento não faz voltar a engordar?

5-VERDADE: Considerando que a pessoa tenha mudado os hábitos alimentares conforme prescrição médica, continuar com hábitos saudáveis fará com que ela não ganhe peso novamente e não precise mais tomar medicamentos controlados.

Dessa forma, é bom termos em mente que o uso desses medicamentos só pode ser prescrito por um médico especialista, então não faça auto medicação.

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